Meu urso Ricardo

Já faz alguns anos que tenho estes encontros com Ricardo. O chamo assim, pois não tenho ideia de qual seja o seu nome verdadeiro. Sei que ele é casado porque ele sempre está usando uma aliança de ouro, super grossa, no anelar esquerdo. Ricardo deve ter por volta dos seus 45 anos, é alto, mais de 1,80m, branco, um pouco acima do peso, peito peludo. Costuma alternar entre barba, que ao longo dos anos foi adquirindo uns fios brancos no queixo, e cavanhaque. As vestes são sempre as mesmas: um par de tênis Nike, surrado, meias brancas combinando com o tênis. Ele adora aqueles shorts tactel, sei disso porque ele sempre aparece com um diferente. Deve ser para realçar as coxas grossas e peludas que ele tem. Camisa varia, depende da estação… camiseta nas estações quentes, camisa polo nas estações mais frias. Nunca o vi de casaco. Não deve sentir frio… além do peito, seus braços são muito peludos também. Acredito que seja calvo. Digo isso porque Ricardo está sempre usando boné. Não sei se para disfarçar a calvície ou se espera não ser reconhecido por alguém, caso sejamos flagrados.

Aos longos dos anos parou de usar cueca… gosto porque facilita as coisas… me alegra ver aquele urso enorme, de meia idade, se aproximando, com o pau balançando enquanto caminha… o tecido do short faz com que sua glande fique levemente desenhada, o que chamaria bastante a atenção se o parque estivesse cheio. Também me alegra o fato de eu saber que ele gosta de mim, ou ao menos tem tesão. Como eu sei disso? Simples, ao avista-lo se aproximando, meu olhar automaticamente se desvia para o volume no seu short. Parece que cada passo que ele dá, o membro vai se enrijecendo mais… depois de poucos metros não é só a cabeça do pau que fica desenhada no short, é o pau inteiro. Ricardo não é do tipo dotadão… talvez pela sua altura, o pau não se destaca muito… não sei… 16cm? 18? Não mais do que isso. O que já é bastante na verdade, ainda mais considerando a espessura… Gosto de ele ser do tipo rústico, não se depila, não acho que apare os pelos também… está sempre cheio… rsrsrrs

Nossos encontros são sempre às quintas feiras, por volta das 5h da manhã enquanto eu caminho no parque local para tentar manter a forma. Eu vou todos os dias, mas é o único dia que ele está por lá. Eu finjo que estou alongando, no banco de madeira, enquanto observo ansioso ele se aproximando. Geralmente ele só me agarra por trás, abaixa meu short e já vai me roçando com o pau melado até me penetrar… hoje foi diferente.
Quando se aproximou, Ricardo me abraçou por trás, mas desta vez me beijou no pescoço… foi a primeira vez que percebi o cheiro de cigarro em seu hálito. Ele passou a fumar ou eu que nunca me aproximei da boca dele o suficiente para perceber? Confesso que aquela roçada de barba em meu pescoço era algo que eu não sabia que precisava. Desta vez, pela primeira vez, ele me virou de frente, me olhou nos olhos, mas não por muito tempo. Colocou a mão direita em meu ombro e me emburrou para baixo, de encontro ao volumoso short tactel. Minha vontade foi de abaixar aquele short imediatamente, mas ele não deixou… não ainda. Colocou a mão em minha nuca e empurrou o meu rosto de encontro a seu corpo… pude sentir o cheiro de seu pau, mesmo que ainda sob o tecido do short. Pude perceber rapidamente que o short já estava molhado, transparecendo o tesão que Ricardo sentia.

Depois de alguns segundos, deixando que eu me inebriasse naquela mistura de suor, tecido e sêmen, ele finalmente abaixou o short. Mais uma vez, pôs a mão em minha nuca e me empurrou ao seu encontro, desta vez para que eu saboreasse seu pau. Enquanto entrava, deslizando a cabeça pelo céu de minha boca, o liquido pré-gozo se espalhava em minha língua e despertava minhas glândulas para produzir mais saliva. Aquele homem, literalmente, me dava água na boca.

Ricardo continuou empurrando minha nuca, até que a cabeça do seu pau alcançasse minha garganta. Tentei afasta-lo para respirar, mas ele não deixou. Pensamentos contraditórios invadiram minha mente… eu precisava respirar, o pau dele era muito grosso, ao impedir que eu o fizesse, ele só me dava mais tesão. Finalmente quando percebeu que eu não aquentava mais, ele liberou a pressão que fazia em minha nuca para que eu não saísse. Olhei para ele com os olhos cheios de lágrimas, mas com olhar de agradecimento e ele retribuiu, enfiando o pau em minha boca novamente, mas desta vez me deixando livre para escolher meus movimentos.

O pau de Ricardo é daquele tipo que se encaixa perfeitamente na boca. Não é tão grosso do tipo que dói a mandíbula, é perfeito. Coloquei minhas mãos sobre suas nádegas peludas e comecei a fazer um movimente de vai e vem. Ricardo respondia com um suspiro a cada vez que minha boca se aproximava da sua virilha e eu dava uma lambidinha em seu saco. Daquele ângulo que conseguia ver sua barriga peluda enquanto me aproximava, assim como sua boca entreaberta enquanto passava a língua pelos lábios.
Ele não dizia nada, apenas suspirava ofegante, enquanto me olhava de forma ao mesmo tempo sexy e ameaçadora. Sempre me perguntei o que teria acontecido se na primeira vez que ele me agarrou no parque eu tivesse dito não. Ele teria saído correndo e fingido que nada aconteceu, ou ele teria me puxado para a mata e me estuprado ali mesmo? Aquele olhar de quem não aceita um não como resposta me diz que com certeza a segunda opção é o que ele faria.

Enquanto o chupava, percebi que ele foi ficando mais ofegante, seu pau pulsava em minha boca, sua glande se expandia enquanto tocava minha garganta… mas eu não ligava mais… para dar prazer àquele homem eu era capaz de prender a respiração por horas se precisasse (exagero, eu sei). O fato é que o pau dele foi ficando ainda mais duro… eu consegui sentir as veias pulsando com minha língua. Comecei a perceber que os sussurros dele estavam virando gemidos e que ele voltou a empurrar minha cabeça de encontro a seu corpo. Em uma dessas empurradas, Ricardo mais uma vez segurou minha cabeça de modo que eu não conseguia me livrar, não tinha opção a não ser aceitar tudo o que ele tinha a me oferecer. Prendi a respiração, relaxei, senti sua glande roçando minha garganta até que ele não aguentou mais e gozou… e como gozou. Ainda segurando minha cabeça, Ricardo soltou um urro, misturado com um gemido, não sei explicar… consegui sentir os jatos do seu gozo, parte descendo pela minha garganta, parte enchendo a minha boca. Há quantos dias ele não gozava? Lembrei que ele não veio ao parque semana passada, fiquei esperando e nada. Será que ele tinha duas semanas sem gozar? Parecia que sim, tanto que notei que começou a escorrer um pouco pelo canto da minha boca. Mas eu não liguei, eu não queria perder aquilo por nada…sua respiração estava bastante exaltada, ele pingava de suor, conseguia ver algumas gotas escorrendo por seu peito másculo, peludo, seguindo pela barriga e se encontrando com meus lábios, que neste momento estavam bem juntos ao seu corpo.

Finalmente, depois de alguns minutos, percebi seu pau amolecendo em minha boca. Aos poucos, como se se recusasse a se recolher depois daquele êxtase. Ricardo também foi relaxando, sua respiração foi diminuindo e ele finalmente liberou minha cabeça. Continuou ali alguns instantes, olhando para aquele céu azul, em paz consigo mesmo, como se estivesse esperado por aquele momento a vida inteira. Finalmente pude tirar seu pau de minha boca. Meio que por reflexo, engoli o pouco de esperma que ainda havia em minha boca e levantei.

Roberto subiu o short, me olhou nos olhos, usou o dedo para limpar o canto de minha boca. Fiquei envergonhado de ter babado um pouco… depois disso ele me agarrou pela nuca e me beijou. Um beijo inesperado, profundo, com muito tesão… sua língua grossa, com gosto de cigarro me penetrou em cheio… fiquei imaginando o que mais ele era capaz de fazer com aquela língua. Enquanto ele me beijava, fiquei pensando… boquete, beijo… o que está acontecendo? Será que nossa relação vai atingir um novo nível?
Ele finalmente me soltou… estava meio zonzo ainda com tantas novidades, como se acordando de um sonho. Ele se despediu com um breve – obrigado – e partiu. Fiquei em choque porque depois de tantos anos nos encontrando, eu nunca tinha ouvido a sua voz. Era um pouco mais grossa do que o que eu imaginava, ainda assim uma voz doce. Acho que me apaixonei.

Depois de uma semana, lá estava eu de novo, esperando por ele, mas ele não apareceu. Nem na semana seguinte, nem na semana seguinte, nem no mês seguinte. Então aquilo foi uma despedida? O que terá acontecido com meu Ricardo? Só sei que ainda fico de pau duro sempre que penso nele.

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1 comentário em “Meu urso Ricardo”

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