O fetiche que afastou minha filha de mi

Me chamo Paulo e vim de uma família classe média católica. Meu pai era empresário e minha mãe tinha um escritório de contabilidade. Tenho uma irmã mais velha que foi uma pedra no meu sapato durante minha infância e adolescência. Minha irmã é 4 anos mais velha que eu e sempre foi praticante de esportes, extrovertida e bem sociável. Eu sempre fui tímido e não curtia esportes coletivos. Aos 12 anos perdi meu pai. Ele trabalhava muito, fumava muito e quase não tinha tempo pra nós. Minha mãe vendeu a parte dele na empresa e passamos a viver melhor. Eu era um garoto estudioso, praticante de taekwondo e vivia a fase dos hormônios sem muita diferença da maioria dos meninos da minha idade. Minha irmã era chata, vivia pegando no meu pé e rolava uma competição entre nós.


Sempre tinha em casa as amigas dela e tinha uma, a Simone, que vivia me zoando. Dizia que ia me pegar, ficava me provocando e fazia perguntas íntimas que me deixava constrangido. Era muito gostosa e batia muita punheta pensando nela. Foi meu primeiro beijo de língua. E falou pra minha irmã e amigas e ficavam me zoando.


Com 15 anos fui estudar num colégio tradicional de São Paulo. Conheci a Denise e ficamos muito amigos e começamos a namorar. Perdi minha virgindade com ela e tudo corria bem até que, no final do último ano, com 17 anos, ela engravidou. Decidimos que iríamos nos casar. Casamos, ganhamos um belo sobrado e eu fui pra faculdade. Nossa filha nasceu e, apesar de precoce, éramos bons pais. Me formei, fui trabalhar e tudo ia normal, até que, quando nossa filha tinha 7 anos, nosso casamento já estava saturado minha mãe faleceu.


Tínhamos 25 anos e raramente transávamos. Mas eu era grudado na minha princesinha Giovanna. Eu a amava mais que tudo e mantinha meu casamento por ela. Já desconfiava que a mãe dela me traía, mas fazia vista grossa.


Eu sempre gostei muito de mulher. Ia além, curtia muito ver mulheres bem vestidas. Batia punheta mais pra mulheres vestidas sensualmente do que nuas. Adorava estilo puta. Sempre fui louco por lingeries sexys e, não rara as vezes, batia punheta vendo revistas femininas. E ainda lia os artigos femininos. Achava interessante o universo feminino.


Comecei a desenvolver um comportamento diferente. Usei a calcinha da minha ex pela primeira vez pra bater uma e fiquei viciado nisso. Ela nunca trabalhou, mas vivia em academia, shopping, encontrando com amigas. Eu não ligava por ela ser dondoca. Passei a ter essa vida dupla e me sentia bem assim. Trabalhava, cuidava da minha princesinha e, na intimidade, usava as roupas da esposa e gozava gostoso.


Um sábado elas foram cedo pra casa da minha cunhada e fiquei sozinho em casa. Eu odiava a família dela e já nem fazia questão de ir.
Tão logo saíram, fui ao quarto e me montei. Calcinha, vestido e meias. Fiquei desfilando assim pela casa, de pau duro e me sentindo puta. Coloquei música na sala e fiquei rebolando como vadia.


Juro que não percebi a presença da minha ex na porta da sala. Ela tinha voltado pra pegar o presente do meu sobrinho que ela havia esquecido. Por sorte ela tinha deixado nossa filha lá.


Puta merda! Quando me toquei e virei pra ela, foi um choque. Meu pau amoleceu na hora. Ela estava atônita. Fui e desliguei o som. Tremia dos pés a cabeça. E só conseguia pensar na minha princesinha. Que decepção! Aí ela voltou a si e gritou: “Mas que merda é essa, Paulo?” Eu não consegui nem abrir a boca. Ela me chamou de viado, doente, estava visivelmente irritada. Xingou de tudo quanto é nome. Ouvi um carro buzinando. Era o táxi que estava esperando ela voltar. Ela disse: “Não sai daí seu viado doente que já volto.” Foi minha deixa pra ir pro quarto e me trocar. Ela já subiu gritando e entrou no quarto e viu algumas peças de roupa suas espalhadas na cama.
Pra resumir, fui humilhado, tentei falar com ela, mas era impossível. Na hora ela já pediu divórcio. Eu disse que deveríamos conversar quando ela estivesse mais calma, mas não adiantou. E ainda disse que iria afastar nossa filha de mim. Fiquei louco e disse que ela não tinha esse direito e que eu ia lutar pra ficar com minha filha. Aí que tive um baque. Ela ameaçou contar pra todo mundo, inclusive pra nossa filha, o que tinha presenciado.
Meu mundo caiu e não tive reação. Ela disse que ia embora e não voltaria mais. E assim fez.


Esperei até a noite e liguei pra minha cunhada. Disse que queria falar com a Denise mas minha cunhada já estava furiosa ao telefone, me xingou de canalha e desligou o telefone na minha cara. Fiquei louco. Não sabia o que fazer. Fiquei pensando na minha princesinha. Chorei muito. Já estava esperando a família toda me xingando de viado, pervertido e doente.
Mal consegui dormir e no domingo fui na casa da minha cunhada. Cheguei lá e descobri que minha ex pegou minha filha e foram pra casa dos meus sogros. Puta merda. Eles moravam no interior de São Paulo. Não acreditei e minha cunhada disse pra eu entrar pra ver se era mentira. Entrei o marido dela estava na sala. Me convidou a sentar, mas disse que estava lá pra falar com a Denise. Ele disse pra eu procurar e fui mesmo. Realmente não estavam lá. Nenhuma porta trancada e ninguém mesmo. Fui pra sala e descobri que minha ex disse que me pegou no flagra com outra mulher. Ufa! Menos mal. Levei um sermão dos dois e disse que ia pro interior atrás delas e fui.


Quando minha surpresa, chego na casa dos meus sogros num condomínio em Campinas e elas não estavam lá. Aquela filha da puta ardilosa armou tudo direitinho pra mim. Meu sogro era ex militar de patente alta, tinha uma empresa de segurança patrimonial e amigo de varios políticos. Já sabiam de tudo e quase apanhei do velho. Em resumo, tive que aceitar o divórcio e fiquei sem a guarda da minha filha e só podia vê-la uma vez por mês e com a presença de um deles.


Isso tudo acabou comigo. Fiz terapia, fui tocando a vida e me distanciando cada vez mais da minha princesinha.

Bom, chega por hoje. Sei que ficou longo e enfadonho, mas tive a necessidade de contar pra que entendam como tudo aconteceu até chegar onde estamos hoje.

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