O encontro

Foi dentro do elevador que tudo começou. Estava chovendo muito naquela noite e eu com minha pasta de documentos e processos a tiracolo e mais um monte de papéis na mão salpicados de água daquela noite torrencial, quando o elevador se abre, eis que uma jovem mulher sai feito louca correndo e se choca contra meu corpo, pronto, tudo voou pelos ares. Ela me olhou toda assustada e logo em seguida, depois de uma encarada séria de minha parte, prontificou-se imediatamente a recolher tudo que caíra no chão e naquele momento a cena foi perfeita; ela ajoelhada a meus pés catando todos os documentos com a bunda exposta num vestido suave, quase transparente mostrando toda sua silhueta, marcada pela calcinha. Não foi difícil notar suas curvas e sensualidade além de um decote muito sexy que deixava seus seios expostos a todo tipo de pensamento.
– me desculpe, por favor, senhor, como posso compensá-lo dessa desastrosa esbarrada?
Inúmeras situações vieram na minha cabeça naquele instante, mas me contive e apenas falei, sendo duro:
– o mínimo que deve fazer é retornar e me ajudar até meu apartamento.
Ela não pestanejou e subiu até a cobertura e chegando a porta, abri e disse que era para por os papéis na mesa e se retirar.
– desculpe-me mais uma vez, sei que ficou zangado se quiser eu posso arrumar todos “eles” na ordem ou fazer qualquer outra coisa possível para compensar essa trapalhada.
– apenas saia, você já fez o suficiente, mas tome mais cuidado da próxima vez.
Levei-a até a porta e não tive como deixar de notar uma mulher de uns 26 anos, mignon pele clara, cabelos pretos, com aquele vestido sensual que expunha suas costas nua, num salto alto que em nada condizia com aquela noite de pé d’agua.
Na manhã seguinte quando após um corrido café, dirijo-me ao elevador e ao chegar no 13º andar, quem entra? A moça do incidente da noite anterior e logo pensei; muita coincidência.
– Bom dia senhor, fiquei preocupada com a situação de ontem e não queria que levasse uma má impressão de mim e reforço o oferecimento de qualquer coisa que deseje, pode pedir e farei, moro com meus pais aqui no 1333 e basta interfonar dizendo que precisa falar com Marcela e irei atende-lo no que desejar.
O dia no escritório não foi dos melhores, muitos problemas, mas fora dele pelo menos o tempo estava muito mais agradável do que no dia anterior, deixei o ambiente de trabalho e fui para casa, chegando ao prédio, quando estava me dirigindo ao elevador veio aquela mocinha novamente.
– Não sei o nome do senhor!
– Heitor, disse.
– boa noite seu Heitor, durma bem.
Deu as costa, mostrando um short grudado ao corpo, e deixando a ideia de que nem calcinha usava, achei aquilo atrevido mas, voltei meu pensamento para longe daquela situação sensual. Após um banho e o jantar, percebi que não parava de pensar naquela jovem e em tudo que tinha acontecido. …continua.

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